quarta-feira, 16 de julho de 2008

LUHRAHROH - O que ficou em nós.‏



Como se adaptar? Nem sei qual palavra falar. Qual texto a escrever? Se nem sei o que fazer. A ilusão de poder ver e um sonho descrever. Perder pra quê? Não valerá a pena. Ainda que possam ser pequena. Não cabem no meu coração. Transborda a emoção. De vê-las chegar. Não me façam esperar. Não quero repousar. Sem ao menos lhes falar, do sentimento. Que nesse momento. É saudade. Com voracidade. Sem dó nem piedade. Que me invade. Que me impede que me pede para acalentar. Não posso esperar. Quero-lhes contar tudo que aconteceu. Saudade do apogeu. De quando o limite era o céu. Enquanto não havia réu. Doce feito mel, dentro de uma cachaça. Que dava sabor e toda graça. Ansiedade não disfarça. Espero-lhes na praça. Com roupa de caça, venham me encontrar. Pegaremos um barco, iremos viajar. Atravessando o mar. Com o sol a queimar. Com um garoto ficar. De água salgada nos banhar. E brincar. Brincar de ser feliz. Pintar nosso nariz. Beber do chafariz. Da fonte da bica. Abençoada e rica. Rejuvenescer a vida. Que é bonita, colorida. Ver o dia amanhecer. Tudo de bom acontecer. Reviver, o que no ontem ficou guardado. Juramento selado. Num abraço apertado com um beijo dado. Um trio formado, LUHRAHROH. Estou a sua procura para poder sorrir. E nunca mais ver-lhes partir.



Por Rosane Fiori