quinta-feira, 24 de julho de 2008

Epitáfio.



E neste decrépito estado em que estou, deixo aqui as minhas póstumas palavras na lápide gélida e tristonha do cemitério da esperança:

Aqui Jaz, moça de boa indole, amante das pessoas e dos animais. Sempre prostra pra ajudar e compreender o incompreensível. Assim como as demais, Rafaele Oliveira Costa (Registro terráqueo) sonhava com o príncipe encantado, mas queria mesmo era casar com a natureza usando allstar. Dona de algumas histórias de amor, Tify Monrã (Registro no RPG) padeceu na terra com histórias inacabadas no peito, choramingava pelos cantos o que não amou, e adorava sofrer por algum amado. Sempre confiante nos seus amigos Tifiono Cesri (Registro ZENIT POLAR), deixou saudades em muitas pessoas, mas também conseguiu plantar a semente do seu sorriso em cada "aquele" que cruzou-lhe o seu caminho (nos dias de sol é claro), Pois quando chovia Rafinha (Para os intimos) se recolhia em um de seus confortantes lares e aguardava, esperando o novo. A cada gota de água latente que tendia à perdurar no escuro ou limpido céu. Rafy Costa (Vide Orkut) apostava todo o seu amor e carinho por um "sol" melhor. Agora porém a virginiana (Horóscopo estrelar), descansa e adormece para aqueles que a olha absorto. Para os que querem atravessar o mar, Rafy sorri e continua esperando por um “sol” melhor.

Aqui deixo minhas palavras que insistem em saltar de uma boca que já não fala e nem come, mas exprimem palavras entre os dedos que contornam um momento de muita dor e "sufrição".

*Amanhã estarei MELHOR.*

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Janelinha de sol


O homem só estava ali, presente todos os dias no que se pode chamar de balaustrada virtual, esperando algo ou alguém que lhe despertasse aos olhos que não se vê e aos dedos ágeis que deslizavam sobre alguns botões. A presença era imperceptível, o sol não brilhava naquela janela, AINDA não brilhava, somente umas misturas de letras com símbolos, mas nada de muito afago. Até então só pretéritas lembranças de quando pequena e encontros cordiais entre as luzes e o som. Pois bem, Fez-se despertar aquilo que um dia os astros conspiraram, um súbito desejo descontrolado de compartilhar risos e balanceios. A janela que via-se da balaustrada, agora juntava uns códigos de "0 e 1"¹ mais brilhantes, os dedos torciam para que a pequena acertasse o vidro da janela com pedrinhas cintilantes, mas o tempo e a freqüência não estavam em sintonia. Enclausurada na vontade de manter contato, e no "ne pas"² que insistiam em negar os verbos, a pequena por uma flechada de sorte ganhou um chocolate, e agora compartilha de abraços, conforme. Sorrisos, conforme e Beijos inconformados com as despedidas.
¹ "0 e 1" - Linguagem em bits do computador.
² "ne pas" - Usa-se no francês para negar o verbo, ex.: Je ne veux pas - Eu não quero.
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por Rafy Costa

quarta-feira, 16 de julho de 2008

LUHRAHROH - O que ficou em nós.‏



Como se adaptar? Nem sei qual palavra falar. Qual texto a escrever? Se nem sei o que fazer. A ilusão de poder ver e um sonho descrever. Perder pra quê? Não valerá a pena. Ainda que possam ser pequena. Não cabem no meu coração. Transborda a emoção. De vê-las chegar. Não me façam esperar. Não quero repousar. Sem ao menos lhes falar, do sentimento. Que nesse momento. É saudade. Com voracidade. Sem dó nem piedade. Que me invade. Que me impede que me pede para acalentar. Não posso esperar. Quero-lhes contar tudo que aconteceu. Saudade do apogeu. De quando o limite era o céu. Enquanto não havia réu. Doce feito mel, dentro de uma cachaça. Que dava sabor e toda graça. Ansiedade não disfarça. Espero-lhes na praça. Com roupa de caça, venham me encontrar. Pegaremos um barco, iremos viajar. Atravessando o mar. Com o sol a queimar. Com um garoto ficar. De água salgada nos banhar. E brincar. Brincar de ser feliz. Pintar nosso nariz. Beber do chafariz. Da fonte da bica. Abençoada e rica. Rejuvenescer a vida. Que é bonita, colorida. Ver o dia amanhecer. Tudo de bom acontecer. Reviver, o que no ontem ficou guardado. Juramento selado. Num abraço apertado com um beijo dado. Um trio formado, LUHRAHROH. Estou a sua procura para poder sorrir. E nunca mais ver-lhes partir.



Por Rosane Fiori

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Cores Enquadradas


Ah! As cores .. seria fantasia dizer que meu mundo baseia-se na dimensão das cores, seria por fim extremamente utópico negar esta condição.
vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta me levam ao pote de ouro e porque não encontrar o caminho das cores da minha felicidade? Tive uma rápida sensação de estar a cento e vinte porcento de vermelho negando cada vez mais à condição do preto opaco e do branco sem graça, o amarelo ouro queimando no azul liqüefeito, faz-se pendurar a prata brilhante no negro do espaço que vigiava dois corpos quentes recorbertos de todas as cores possiveis do universo. Os tons saturados descrevem a intensidade dos sentimentos de ambos e a luminosidade ressaltam quatro olhos se cruzando e direcionando-se para o mesmo horizonte. Como já de se imaginar o transparente fez-se presente em nosso quadro translúcido, a brisa ao tocar nossa pele rosada, por um momento silenciou palavras e apagou as luzes, nitidamente o reluzente cintilou um ruído interior que até então se descompassava com o tempo, mas a harmonia tornou-se tão extensa que agora se ouvia um unico som propagando-se no tranparente do vento.
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por Rafy Costa